Nova Plataforma de Negociação de Energia · Product Design Lead · 1,5 anos
Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia
A BBCE é líder em negociação eletrônica no mercado de energia, responsável por 99% do volume de energia negociada no Brasil. Com 40 acionistas e mais de 200 empresas ativas na plataforma, consolidou-se como o principal ambiente de negociação do setor energético nacional.
Problemas e Objetivos
Assumi como Product Design Lead o projeto de substituir completamente a plataforma legada da BBCE. O gatilho foi regulatório: a entrada na CVM exigia um novo produto — o Derivativo de Energia — que a arquitetura existente não comportava. Mas a pressão vinha também dos usuários: performance crítica e usabilidade comprometida já ameaçavam o volume de negócios e a confiança no produto.
O Processo de Design
O desafio era equilibrar três forças: a complexidade regulatória da CVM, as exigências operacionais dos traders e a ambição de escalar o volume negociado. Partimos de pesquisa qualitativa e quantitativa, passamos por Lean Inception para alinhar MVP e prioridades com stakeholders, e iteramos em ciclos de prototipagem e testes até chegar em uma solução que fosse rápida o suficiente para o mercado e robusta o suficiente para a regulação.
Pesquisa Quantitativa
Dados coletados através de 127 formulários
• 76% Performance baixa
• 17% Usabilidade ruim
• 6% Ausência do modo escuro
• 1% Outros
• NPS 72
Pesquisa Qualitativa
Entrevista com 32 usuários
• Agilidade nas negociações
• Necessidade de interfaces diferentes
• Múltiplos monitores
• Dark Mode
• Comunicação entre traders
• Múltiplas Carteiras
A Solução
A plataforma foi construída do zero, com cada decisão de design rastreada até um insight das pesquisas. Para a performance, priorizamos uma interface leve com carregamento sob demanda. Para os traders de alta frequência, entregamos dark mode nativo, suporte a múltiplos monitores e múltiplas carteiras simultâneas. Para a comunicação em tempo real, desenvolvemos um módulo de chat integrado. E para a CVM, um módulo dedicado ao Derivativo de Energia com fluxos de compliance incorporados desde o wireframe.
O volume negociado na plataforma saltou de R$ 5 bilhões para R$ 20 bilhões em menos de um ano.
O E-HUB foi lançado após 1 ano e meio de projeto. Por ser uma reconstrução completa, o principal trade-off foi a convivência das duas plataformas durante a transição — ambas operaram simultaneamente por alguns meses para garantir a continuidade operacional dos traders sem interrupção nos negócios. Mesmo assim, o impacto foi imediato: o volume negociado saltou de R$ 5 bilhões para R$ 20 bilhões anuais em menos de um ano, e a plataforma passou a suportar o Derivativo de Energia, abrindo um novo mercado para a BBCE.